segunda-feira, outubro 01, 2007

E porque hoje é o Dia Mundial da Música...


Deixo aqui um dos infindáveis momentos únicos que esta arte nos proporciona.
Se alguém conseguir ouvir sem arrepiar um único pelinho do corpo, é favor comunicar o fenómeno :)




Giacomo Puccini - Nessun Dorma

Nessun dorma! nessun dorma!
Tu pure, o, principessa,
Nella tua fredda stanza,
Guardi le stelle
Che fremono d'amore
E di speranza.

Ma il mio mistero e chiuso in me,
Il nome mio nessun sapra!
No, no, sulla tua bocca lo diro
Quando la luce splendera!

Ed il mio bacio sciogliera il silenzio
Che ti fa mia!

(il nome suo nessun sapra!...
E noi dovrem, ahime, morir!)

Dilegua, o notte!
Tramontate, stelle!
Tramontate, stelle!
All'alba vincero!
Vincero, vincero!

terça-feira, agosto 21, 2007

Férias...




Este verão não é como os outros… O tempo anda como o mundo (louco), e o mundo parou no tempo… entrou em slow motion, como de costume por estas alturas. Mas ao contrário do costume, não tenho férias grandes, mas passei uns diazitos que foram umas grandes férias. Onde? Não fui para a Jamaica, nem para o Novo México, nem para essas bandas, mas também tive direito ao meu tufãozinho (Looooool). É que lá na terra dos moliceiros têm uma maquineta de fazer vento, e do bom!
Quando se vai de férias o que é mais importante? Não é o alojamento, não é o meio de transporte, nem o destino, nem não esquecer nada na bagagem, nem o mesmo o calçado confortável – é a companhia, e essa não podia ter sido melhor (KFU ;-) ).

Agora deixo alguns modestos conselhos para quem escolher este destino para passar uns certamente agradáveis momentos de pausa:

1º - Se precisarem de um mapa da cidade, dirijam-se ao posto de turismo, que é de fácil acesso no centro, mas peçam um mapa para cada um, para não haver cá discussões (lol).
2º - Se descobrirem como ir para o Fórum est´´a tudo safo. É o centro do mundo! Lol.
3º - Não sei se são os melhores Ovos Moles da terra, mas foi o que me disseram, e são realmente divinais – ficam na Rua Jorge Lencastre, nº 37.
4º - Levem casacos, e há noite dos quentinhos, porque a maquina de fazer vento está normalmente a funcionar no modo Cold.
5º - Não saiam de lá sem comer uma Tripa! Férias são férias, a dieta fica para outra altura.
6º - Não façam como eu, e quando virem um moliceiro a preparar-se para partir atirem-se lá para dentro! Deve ser uma viagenzinha mui agradável.
7º- Segundo fonte segura, o restaurante in é o Mercado do Peixe. Bom atendimento, decoração agradável e refeição saborosa!
8º- A chornice, é uma coisa que combina com férias. Misturem a companhia ideal, com as paisagens da Ria da terra, ponham uma pitada de vento, e salpiquem de sol e vão ver o resultado… Ui ui…. :P

quinta-feira, junho 21, 2007

Keep Breathing...

O chão desaparece-nos debaixo dos pés e esquecemo-nos da direcção em que caminhávamos.Sentimos o coração a bater forte, mas ao contrário de tantas outras vezes isto incomoda. Não é a vida que sentimos em cada batimento, mas medo...
Não choramos, sentimo-nos sim a afogarmo-nos em nós próprios, e percebemos que o que nos resta nesta suspensão de tudo, é continuar a respirar...


terça-feira, junho 12, 2007


Hoje cheguei ao trabalho e estava lá isto no ambiente de trabalho de um dos pc's e pensei cá comigo - Ainda bem que estou em processo de aprendizagem de "Como não querer saber do que os outros (a grande maiorioa dos outros) pensa de mim". De qualquer modo ainda sou tão "pequenina" que isto nem se aplica bem a mim.

domingo, junho 10, 2007

Lotaria sentimental

Realmente é incomensurável a dimensão da blogosfera:
"Incentivada pelos amigos e colegas de trabalho, a extrovertida jornalista Diana Ralha – que torcia o nariz à tecnologia – decidiu criar um blogue (http://empantanas.blogspot.com) em Janeiro de 2005. “Pensava que era uma espécie de diário frenético para um pequeno círculo mas rapidamente percebi a dimensão da blogosfera”, recorda, divertida. Rapidamente começou a ficar viciada no número de visitantes do site. “Chegava a ter 500 visitas por dia e através dos endereços de IP conseguia saber quem eram alguns dos meus leitores”, recorda. Diana meteu na cabeça que o grande amor da sua vida ia ser o visitante 50 mil e partilhou esta sua esperança com todos os que liam o que escrevia. João Leiria, um tímido revisor de livros, descobriu o blogue da Diana e às quatro da manhã do dia 21 de Março de 2006 enviou-lhe um e-mail com um ponto de exclamação. Era o visitante 50 mil. “Eu tinha umas insónias esquizofrénicas e passava as madrugadas em frente ao computador. Vi o e-mail dele nessa mesma madrugada”, recorda Diana, que de imediato respondeu com um “Então Parabéns". (...)
Antes de se conhecerem pessoalmente brincavam ao gato e ao rato. Diana deixava-lhe presentes e recados no Jardim da Estrela, em Lisboa. João passava por casa dela de madrugada para lhe deixar cigarros ou mimos. Mas não se viam. Nem se tocavam. Não conheciam o outro fisicamente. No dia 29 de Abril de 2006 foram jantar e apostaram numa vida a dois, ou a três, já que Diana é mãe de uma criança pequena. Casaram exactamente um ano depois, a 29 de Abril de 2007, numa cerimónia civil realizada no Coreto do Jardim da Estrela, local que serviu para inúmeros jogos e brincadeiras."
E não, não me parece que o amor da minha vida possa vir a ser o visitante número 50000...
in, Correio da Manhã, 09/06/07

terça-feira, maio 29, 2007

E então... desistes.

Não considero que a palavra desistir seja vocabulário dos fracos. Por vezes também eu desisti, e olhando hoje retrospectivamente, considero ter tomado uma excelente opção.
Relembro a história do meu último exame do primeiro ano de faculdade. Tinha sido um ano difícil, especialmente a recta final. Estava fragilizada, agarrei-me… ou melhor agarraram-me e deram-me muita força para estudar e mesmo no meio das minhas angústias da altura, recordo serões hilariantes :). Já no fim, quase quase a "chegar lá"…desisti, porque me senti só. Os que mais me tinham acompanhado já andavam debaixo de sol, estendidos numa toalha “de uma qualquer praia perto de si”. A cadeira era das piores, das mais horrendas, também a matéria desmotivava, e quando recebi o telefonema de alguém muito querido a partilhar comigo a felicidade de quem inicia férias depois de exames… então…desisti.
Ao princípio não foi fácil, e em casa todos me diziam :"Vai lá, se não queres estudar mais, não estudes, fecha os livros. Mas vai lá no dia do exame, nunca se sabe”.
A minha auto-disciplina não mo permitiu. Menti (ups).No dia do exame apanhei o comboio bem cedo, desejaram-me boa sorte, fui almoçar com a R. à cantina e ao aproximar da hora do exame fui para o meu quarto alugado e adormeci. Quando regressei ao fim do dia a casa, à pergunta de como tinha corrido, simplesmente respondi: “Mal”.
E sabes, correu tudo bem, porque no dia em que desisti senti-me aliviada, livre, poupei-me de alguma angústia. Eu própria tive a lucidez de considerar que merecia e precisava de parar e descansar… a mesma lucidez que tantas vezes me tem feito abrandar e guardar em lugar seguro as convicções do que realmente é precioso na vida.
Mais tarde (noutro ano) fiz o exame e até tirei boa nota.

segunda-feira, abril 16, 2007

Hoje - Dia Mundial da Voz

Em todo Mundo assinala-se esta segunda-feira o Dia da Voz com o objectivo de alertar para a sua importância e alterações e cuidados a ter.

Portugal é o terceiro país da União Europeia, atrás da França e Espanha, com maior incidência do cancro da laringe. Hoje, por todo o país decorrem acções de sensibilização, reuniões e conferências bem como rastreios gratuitos, como é o caso do Hospital de Santa Maria, em Lisboa e a Associação Portuguesa de Terapeutas da Fala.

Já agora...

- O que prejudica a voz?

Tabaco, álcool, cafeína, refluxo gastro-esofágico, poluição, diferenças de temperatura, mudanças de estação do ano, bebidas quentes e geladas, stress, mau uso uso e abuso vocal,

- Manter uma voz saudável, requer alguns cuidados diários:

Hidratação: beba água, em pequenos golos, ao longo do dia, à temperatura natural (2l/dia);
Faça gargarejos com uma solução salina em água tépida;
Lave as fossas nasais com soluções aquosas (como o soro fisiológico) ou vaporizações diárias;
Reduza a ingestão de bebidas como o álcool, café, bebidas com cafeína, chá preto e bebidas gaseificadas e o consumo de pastilhas à base de menta, que podem provocar desidratação;
Não fume, evite frequentar ambientes com fumo;
Evite ambientes com ar condicionado;
Faça repouso vocal, após o uso prolongado de voz ou uso vocal de intensidade muito forte;
Utilize uma articulação adequada (com movimentos amplos da língua, dos lábios), velocidade do discurso moderada;
Evite usar a voz (em duração e intensidade) sempre que esteja “constipado”, ou em crises de alergias;
Reduza o consumo de condimentos na alimentação (como o piripiri) provocam azia e má digestão;

quinta-feira, março 29, 2007

Diz que não diz...

Hão-de concordar comigo que "Diz que não diz" teria sido nos útimos tempos um nome mais adequado para este blog. Por estas bandas tem-se andado de certa forma como o país - pouco produtivo (sim eu agora sei mesmo que os funcionários públicos não fazem ... - respirei fundo a tempo :p).
A dona do estaminé (eu) pede imensa desculpa aos seus visitantes, mas tem andado numa espécie de estado de "estupidificação" que se espera que em breve seja revertido.
No caso de fazerem parte dos cerca de meio milhão ( :O ) de portugueses que se preparam para rumar para o Algarve (isto ouvi assim por alto em conversa de circunstância) boas férias e uma perguntinha - o que é feito daquela coisa de que toda a gente fala mas quase ninguém vê?!

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Hoje... (e todos os dias)


"Amo-te...

E dizer isto sabe tão bem e soa tão certo..."

segunda-feira, janeiro 08, 2007





Aqui está o que considero uma óptima mensagem, no início de um novo ano.
Espero que apreciem :)

sábado, janeiro 06, 2007

Tudo o que carregamos cá dentro (II)



Regresso, com as "gavetas" muito mais arrumadinhas :). A vida... essa é como uma casa cheia de crianças, nunca fica arrumada.

Encontrei no meio da confusão a minha estrelinha da sorte, guardeia-a em lugar de especial destaque, mas já se sabe, é daqueles "objectos" que se dissolvem na confusão e nunca se sabe quando os voltamos a encontrar. Que tesouro este que tenho...

Deitei fora algumas resmas de stress e ansiedade e sem querer derramei uns frascos de lágrimas que havia para lá no meio da desordem. Lágrimas de saudade, de desilusão, de comoção, e lágrimas de alegria...

Em contra-partida já trataram de me oferecer uns frasquitos de indignação e de risos da marca "rir para não chorar". Não faz mal, a gaveta dos frascos existe mesmo para alguma coisa... :p

Distribuí uns abraços que tinha guardados, alguns com muita força, e ganhei saudades... muitas...as quais me comprometi comigo mesma a não deixar acumular em demasia... (Ocupam demasiado espaço...)

Na gaveta do cimo decidi guardar as coisas com mais importância - as coisas pequenas e simples da vida, os sorrisos cúmplices e os momentos mágicos em que nada dói, nem a alma...

domingo, novembro 26, 2006

Tudo o que carregamos cá dentro


“É simplesmente fantástico o que carregas dentro de ti”, escreveste-me tu um dia…
Sabes, tenho andado a remexer cá dentro nas coisas que carrego, como que a tentar arrumar uma daquelas gavetas onde guardamos tudo… coisas pequeninas, alguns pequenos tesouros e coisas sem importância, algumas das quais apenas nos servem temporariamente… Tenho andado a remexer para seleccionar o que interessa, o que vale a pena deixar ficar e até arrumar noutro sítio, e o que é para deitar fora…

No meio de tantas coisas que carrego cá dentro, também encontrei uma caixinha de cor violeta (que adoravas), forrada com o azul dos teus lindos olhos, cravada com pequenas pedras graciosas como o teu sorriso, onde guardo as saudades de te dizer que tinha saudades tuas, e um abraço….o abraço que não te dei naquele dia...

O abraço que não dei, porque não estávamos sós, porque tinha o tempo contado para apanhar boleia da minha mãe. Porque fiquei a pensar que te havia de ligar para irmos tomar café e não liguei… Um abraço…

É espantoso o que podemos carregar cá dentro, a quantidade de abraços, de coisas que queremos tanto fazer e que deixamos para amanhã, para depois…
É impressionante a quantidade de “tralha” que vamos acumulando por vezes não deixando espaço para o essencial…
E é fantástico este encantamento pela vida, esta vontade de sorrir, que carregamos cá dentro, mesmo quando os olhos estão tão tristes, como os teus quando os vi pela última vez…

Decidiste que já nada disto te servia… ou que tudo te pesava demasiado cá dentro…
E é também por isso que tenho pensado tanto em ti… e na importância de guardarmos em lugar seguro os pequenos milagres, de não acumular tralhas, e de abraçarmos com muita força quando é isso que queremos, como eu queria naquele abraço que guardo cá dentro, para te dar um dia… depois de todos os dias…

quarta-feira, novembro 22, 2006

São quase 19 horas, atravesso a Praça dos Leões, olho ao redor, como se pudesse absorver um pouco do que me rodeia, para levar comigo. Tenho a estranha sensação de que tudo aquilo também é um pouco meu, mas que cada vez menos eu lhe pertenço...
Sigo pela Rua das Carmelitas, e fixo o olhar nos enfeites luminosos de Natal, ainda não ligados, e sinto um desconcertante alívio, pensando em como provavelmente me deixo ir abaixo a primeira vez com que me deparar com uma rua toda iluminada...
Batem as 19 horas nos Clérigos... é o tempo, o maldito tempo que tem voado ultimamente, e que ao contrário do costume, não sinto como um bom prenúncio...É o tempo sem medida, são os dias que se sucedem repentinamente e que me empurram até "à meta" e metas posteriores...
Desço a Rua dos Clérigos, deparo-me com uma criança trazida pela mão pela provável mãe, sorri-me e eu retribuo com um sorriso largo, e sigo a pensar como é tão bom de vez em quando ser criança, e como não apreciava lá muito tal condição quando o era... Eu queria era ser "grande", ser jovem, como agora... Mas afinal, não como agora, porque sou jovem e dou por mim a chegar à conclusão que levo uma vida de velha, e uma velha sem genica... Devia andar "noutra vida...".
Chego à zona de S. Bento, e mais uma vez aprecio o resultado final de tanto tempo de obras caóticas, penso como valeu a pena e como até ficou um trabalho bem feito, como por vezes é assim mesmo, há que fazer sacrifícios, para construir...
Entro na estação e dissolvo-me na azáfama própria de hora de ponta, apercebo-me como sou só mais uma no regresso a casa, e questiono-me se os outros também pensam nestas coisas...

sexta-feira, novembro 17, 2006

Oh tu que fumas! :p

Todos os anos morrem cerca de 5 milhões de pessoas, como consequência directa dos efeitos nocivos do tabaco...
Mas parece que isto não é razão suficiente... PORQUÊ?


(E sim, já estou farta de ouvir a história de que o avôzinho fumava e viveu até aos oitenta e tal...:p)

segunda-feira, novembro 13, 2006

A mania dos desafios...


“Diz que” fui desafiada a expor cinco das minhas manias aqui no blog… (ai Pedro…:p).
Ora , eu até acho que não sou uma daquelas pessoas que “tem a mania”, mas… é um desafio pá, e o “Indiana Jones” da minha vida já anda farto do mesmo desafio todos os dias, e é um desafio… É que se me tivessem feito um convite, ou dito para entrar num jogo, estilo … "O concurso das manias"… mas não! É pá, é um desafio, e só por isso não posso dizer que não…. ;) :p

Desafio das Manias

"Cada bloguista participante tem de enunciar 5 manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher 5 outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogues aviso do "recrutamento". Ademais, cada participante deve reproduzir este "regulamento" no seu blogue".

Primeiro, tenho a mania das limpezas. È verdade pois, não deve ser por acaso que apareço de avental e espanador na minha caricatura de finalista… (ai gajas!:p). O ideal é manter-me em sítios asseados ou então suficientemente atarefada para nem ligar. E não, não ando a passar a mão em cima dos móveis em casa alheia… :p

Segundo, tenho a mania de combinar a cor das meias com a roupa. É uma panca como outra qualquer, na maior parte das vezes nem se vê as meias…mas pronto, podia-me dar para pior.

Terceiro, tenho a mania de brincar com os brincos e lóbulo da orelha quando estou distraída, a pensar não sei bem em quê…

Quarto, tenho a mania que sou psicóloga. Não tirei o curso, tá claro senão era mesmo! E sorry, mas o consultório encontra-se encerrado, abrindo apenas excepcionalmente para “pacientes” de longa data nos próximos tempos… sob pena da psicóloga ter de consultar um psiquiatra. (brincadeirinha, mas já faltou mais…:p)

Quinto, tenho a mania de ser cortes. É uma calúnia que lançaram praí sobre mim! :) Mas ao menos não sou daquelas pessoas que espera pela última para “ ah e tal, afinal não posso…”.
Basicamente sou cortes porque não faço favores do género de ir onde não me apetece mesmo, e porque o ano só tem 365 dias e cada dia 24 horas… É uma injustiça…

E “prontos”, decidi que não vou nomear ninguém para continuar esta cadeia bloquistíca do desafio das manias, mas não é porque sou “cortes”!!! Isso são calúnias!!! :O
:)

quinta-feira, novembro 09, 2006

"Teoria atómica"

No outro dia, contaram-me uma teoria, segundo a qual dois átomos que interajam (nem que seja por uma vez) no espaço, vão sempre estar sujeitos à influência um do outro por mais que se dispersem...

E eu fiquei a pensar, "que giro, sou capaz de jurar que com as pessoas funciona mesmo assim...".
Quem nos toca verdadeiramente, toca-nos para sempre através destas "cicatrizes" boas e más, que vamos ganhando ao longo da vida, e que nos vão influenciando, e recordando o que já vivemos e o que ainda queremos viver...

Tenho olhado para as cicatrizes boas, e sorrido.... :)

terça-feira, novembro 07, 2006

Ser feliz

Hoje decidi publicar um texto que recebi ontem via email, por um grande amigo (um grande beijinho para ti que com 99% de certeza não lês o meu blog :p - :) ).
Diz ele (no e-mail) que também lhe foi enviado por um grande amigo, e que gostou...
Eu também gostei, é um daqueles textos que vão "tropeçando" em nós, várias vezes ao longo dos tempos, mas porque faz tanto sentido, aqui vai: "Ser feliz ", segundo Fernando Pessoa:


"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá a falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. Pedras no caminho? Guardo-as todas, um dia vou construir um castelo..."


Mesmo não sabendo ao certo quem me "visita", queria "desculpar-me" por estes textos que publico ultimamente, este género de "fast-textos" em analogia à fast-food que compramos no supermercado, já toda confeccionadinha pronta a aquecer no micro-ondas, mas que ao fim de nem meia dúzia de vezes nos deixa famintos de comida a "sério"...
Um dia ainda me assumo aqui, e explico porque é que da minha vida que me parece um dia já ter sido, uma novela mexicana em versão brasileira, inspirada em filmes de aventura à Indiana Jones, com uma pitada de comédia-romântica, agora parece que quase só me resta a versão brasileira.... :(
Mas apesar disso, hoje posso dizê-lo: sinto-me feliz. Ansiosa, cansada, com medo muito medoooo :p, com pedras que já devem chegar para construir um daqueles castelos de estilo escocês, mas feliz!

terça-feira, outubro 31, 2006

Um burro pouco burro


Um dia, o burro de um aldeão caiu a um poço. O animal zurrou fortemente durante algumas horas, enquanto o dono procurava ajuda para o retirar. Não a encontrando, acabou por decidir que, sendo o burro já velho e estando o poço já seco, o melhor era tapar o poço e não valia a pena tirar o burro. Convidou então todos os vizinhos para o ajudarem. Cada um pegou numa pá e começaram a atirar terra para dentro do poço. O burro, ao ver o que se estava a passar, começou desesperadamente a zurrar. Mas, pouco depois, para surpresa de todos, calou-se, e só se ouvia o som de pazadas a cair. O aldeão, olhando para o fundo do poço, ficou surpreendido com o que o burro estava a fazer. Sacudia a terra que ia caindo nas costas e dava mais um passo para cima da terra. Rapidamente, todos viram com espanto como o burro chegou à boca do poço, saltou por cima dos bordos e partiu...


A vida vai-te atirar muita terra para cima, terra de todos os géneros. O segredo para saíres do teu poço é sacudi-la e usá-la para dares um passo para cima. Cada um dos nossos problemas é um degrau para subir. Assim, podemos sair dos vazios mais profundos, se não nos dermos por vencidos...Usa a terra que te atiram, para caminhares em frente.
(Autor desconhecido)

quinta-feira, outubro 26, 2006

Eu sei (e tu também)


Fui criando este poema (acho que posso chamá-lo assim) já nem sei com que propósito....
Acho que acaba de ser um reflexo dos meus dias, desta "fase"...
Não estou triste, nem deprimida...;) só gostava de desenterrar mais vezes este tesouro da força, e finalmente poder rasgar o horizonte que às vezes parece tão longe e tão perto, com um sorriso...
Dedico-o a todos os que às vezes também têm dias assim...
:)


Eu sei, que há um tempo em que tudo foge,
Em que o perto nos parece tão longe,
E em que a saudade é um tempo sem fim

Eu sei, que há dias vazios, sem nada ,
Em que a alma fica pequenina, esmagada,
E se pensa que vai ser para sempre assim.

Eu sei, que o vazio é um espaço infinito,
Prolongado pelo silêncio de um grito,
Que deixamos cá dentro, a criar coisa ruim

Mas tu sabes, que o que foi ontem jamais volta
E que é dentro de ti que mora a reviravolta
Nessa força escondida como tesouro do teu mar

E agora, é chegada a hora de te fazeres à estrada
Com a coragem de quem destemido não leva nada
Senão a vontade de a sorrir, o horizonte rasgar…

terça-feira, outubro 24, 2006

Servir em vez de ser servido

Há dias rezei - sim, rezei - o texto que hoje publico.
Achei-o extremamente bonito e merecedor de reflexão por todos nós que fazemos parte de uma sociedade em que se dá primazia aos primeiros lugares, onde antes de tudo se procura ser servido e não servir.
Tomei a liberdade de fazer umas pequenas adaptações, para que qualquer um o possa também "rezar", mesmo que não seja a um Deus, rezá-lo interiormente pela construção de pequenos mundos (os nossos) um bocadinho melhores...

Gostaria de ser eu todo agradecimento
para ir reconhecendo
tudo o que os outros me dão.


Quero pensar que não estou aqui
para ser servido,mas para servir,
que quem me rodeia vive melhor
se eu estiver atento às suas carências,
que possuo infinitas capacidades de dar,
e que posso tornar a vida mais fácil
en torno de mim.


Quero ser o ombro onde repousa quem se cansa,
ouvido que escuta a mágoa de quem sofre,
o olhar de amparo da vida que vive a meu lado,
a mão que se abre para acolher a sua história.


Gostaria de ser a alegria da festa,
o arco-íris que anuncia a calma
depois de cada tempestade,
a água fresca que dá vida ao corpo ressequido,
o cómico que faz rir
para que esqueçamos as mágoas.


Gostaria de tornar-me mestre de marionetas,
e puxar por toda a gente e para cima,
para que o sonho os elevasse sobre a rotina
e pudessem viver com alegria e paixão.